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domingo, 31 de janeiro de 2010

Ver a pobreza mas cair fora... revista Veja

 
A reportagem da VEJA nos traz uma reflexão da divisão de classe entre os países... confira...
Turismo

Marcelo Bortoloti

Agências especializadas oferecem roteiros por favelas e regiões
devastadas a turistas que querem ser diferentes dos outros turistas

ÁFRICA DO SUL
Turistas em meio ao lixo: 300 000 visitantes a cada ano

 
A imagem foi feita nos Cape Flats, um conglomerado de favelas na Cidade do Cabo, na África do Sul. Em meio a montes de lixo, turistas fotografam as condições miseráveis em que vivem 4 milhões de pessoas. Os Cape Flats são o principal destino do mundo dos reality tours, modalidade de turismo que põe viajantes estrangeiros em contato com pobreza e sofrimento. Por ano, recebem a visita de 300 000 pessoas – quase a metade do contingente que se desloca para Bariloche, a mais famosa estação de esqui da Argentina. No Brasil, o exemplo mais conhecido é a favela da Rocinha, que atrai por ano 42 000 turistas de outros países. Esse tipo de programa é o tema de Gringo na Laje – Produção, Circulação e Consumo da Favela Turística, no qual a socióloga Bianca Freire-Medeiros, da Fundação Getulio Vargas, analisa a atração exercida pela miséria em certos círculos.
Na Inglaterra do século XIX não era considerado impróprio aos moradores abastados de Londres, de vez em quando, praticar o slumming, a visita aos bairros pobres (slums) por curiosidade ou em busca de aventura e de experiências excitantes para o paladar e os olhos. Em troca, deixavam-se alguns trocados para os moradores. O pico de prosperidade material nos Estados Unidos depois da II Guerra Mundial reduziu a pobreza extrema aos guetos de minorias raciais. Uma vez vencida, a miséria pode ser até cultuada como fonte de "pureza" e de inspiração. Esse conceito seria impensável na geração anterior, a da Grande Depressão, em que a pobreza foi sinônimo de degradação física e moral, situação em torno da qual se desenvolve o famoso romance Tobacco Road, de Erskine Caldwell. O livro virou filme e peça de teatro, mas não inspirou ninguém a visitar os barracos dos brancos bocas-sujas, beberrões e estupradores. 

FILÃO RENTÁVEL
Sete agências oferecem passeios pela Rocinha

Ainda hoje, os visitantes prósperos são atraídos às favelas como um remédio para o tédio burguês, pela ideia da pobreza como purgadora e, claro, pela certeza de que eles próprios nunca vão morar naqueles casebres. Filmes como Cidade de Deus aumentaram o número de visitantes à favela da Rocinha, no Rio de Janeiro. O sucesso do longa Quem Quer Ser um Milionário? teve o mesmo efeito na Índia. Outros destinos procurados são os cenários de dramas humanos de repercussão internacional, como é o caso agora das áreas mais atingidas pelo furacão Katrina, que, em 2005, quase destruiu Nova Orleans.




Caçador de tempestades - Discovery Channel

Vídeo - NatGeo - Epidemias

Capitalismo versus socialismo= exemplo das Coréias

A imagem de satélite abaixo publicada pela National Geographic Brasil deixa qualquer um perplexo ao ver a diferença entre as duas Coréias em relação a "iluminação". O texto abaixo fala por si...e dá uma aula discursivas daquelas...















PIB dos Estados Unidos - redução em 2009 - China chega mais perto...

Com a chinesa economia em alta em 2009 (com estímulo estatal) e os EUA em baixa (também com estímulo estatal) o Dragão do Oriente confirma seu futuro: ser a maior economia em 2030... ou antes...

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Desmatamento: o caso da Isla Hispaniola

A reportagem intitulada "Haiti: o país da floresta perdida" do jornal francês  Le Mond destaca a destruição das florestas haitianas, e  compara estas com as mais preservadas matas da vizinha República Dominicana.Com isso, é uma realizar uma possível análise entre a relação do subdesenvolvimento sócio-econômico e adestruição de áreas naturais. Segue abaixo a reportagem:

Haiti: o país da floresta perdida

“Para qualquer pessoa que queira entender os problemas do mundo contemporâneo, a fronteira de cerca de 170 quilômetros de extensão que divide a grande ilha caribenha de São Domingos, entre a República Dominicana e o Haiti, constitui um enigma. Vista de cima, ela parece uma linha em ziguezague, recortada arbitrariamente à faca e separando bruscamente uma paisagem mais escura e mais verde a leste (o lado dominicano) de uma paisagem mais clara e mais marrom a oeste (o lado haitiano)”. Assim começa o capítulo dedicado à ilha do Caribe por Jared Diamon em seu best-seller “Colapso: Como as Sociedades Escolhem o Fracasso ou o Sucesso”.
As histórias opostas dos dois países fornecem “um antídoto útil” àqueles que consideram que existe um determinismo ambiental, diz o biólogo e geógrafo americano. Para Jared Diamon, as boas e más decisões pesam bem mais do que a fatalidade no destino das nações.


Mulher estende roupa em um acampamento improvisado; haitianos tentam retomar a vida


A madeira, questão vital
No início, os dois lados da ilha eram recobertos por florestas tropicais. Estas desapareceram em grande parte, mas a República Dominicana soube preservar cerca de um terço de suas paisagens originais, ao passo que o Haiti esgotou quase que totalmente seu capital florestal. A natureza, entretanto, preparava destinos opostos. A parte oriental da ilha é mais irrigada. O relevo de planícies e de planaltos que se esgueira entre picos que chegam a 3.000 metros de altitude oferece terras de melhor qualidade: a República Dominicana tinha uma vocação agrícola. Foi o Haiti que se apoderou dela. Primeiro para consolidar a prosperidade da colônia francesa: sua economia açucareira faz dela o território mais rico do Novo Mundo. E depois rapidamente para o pior, uma vez que a expansão agrícola se tornou a da miséria.
O desmatamento simboliza bem o círculo vicioso da pobreza no Haiti. No início dos anos 1920, a floresta tropical - depois de ter sido em parte extraída de suas essências raras para honrar o tributo financeiro imposto pela França em troca da independência - ocupava ainda 60% da superfície nacional. E depois menos de 20% na virada dos anos 1950. Hoje, restam somente 2% dela. Com cerca de 10 milhões de habitantes - como na República Dominicana, mas sobre um território duas vezes menor -, o Haiti tem a maior densidade populacional da região. A floresta foi roída pelos milhões de camponeses em busca de um pedaço de terra para sobreviver, e de madeira que garante a mais de 65% dos haitianos a única fonte de energia. Para muitas famílias, a madeira revendida na cidade fornece uma renda complementar sem a qual seria difícil ficar, uma vez que devem sobreviver com US$ 2 (R$ 3,72) por dia. E assim 30 milhões de árvores seriam cortadas todo ano, segundo a ONU.
O desaparecimento das árvores levou a uma forte erosão dos solos, reduziu sua fertilidade e provocou, nos arredores, fenômenos de seca e de desertificação. Qualquer chuva expõe a maioria das cidades às inundações e às torrentes de lama. Portanto, o balanço dos ciclones tropicais ali é muito mais pesado do que em seu vizinho dominicano. O desflorestamento foi culpado oficialmente pelo trágico resultado dos dois últimos grandes ciclones, em 2004 e em 2008, durante os quais a região de Gonaives, no norte do país, foi particularmente atingida.
A gravidade do problema é conhecida há muito tempo sem que os sucessivos governos tenham conseguido encontrar uma solução para ele. Diversos programas de reflorestamento foram lançados com o apoio de financiadores internacionais. Mas o cansaço venceu, depois de verem os raros progressos sendo questionados pelas recorrentes crises que minam o país há décadas. No local, associações e ONGs ainda tentam agir.
A miséria leva os haitianos a se instalarem ilegalmente do outro lado da fronteira para encontrar os recursos que sua terra não lhes dá mais. Todos os anos, a população haitiana consome 1 milhão de toneladas de cereais, dos quais 60% devem ser importados - quando os preços nos mercados mundiais o permitem... A insegurança alimentar continua grande, e em 2008 o país foi palco de revoltas por causa da fome. A história contada por Jared Diamond mostra que o drama do Haiti foi, em parte, forjado sobre uma catástrofe ambiental.
Na hora de pensar no futuro do país, seria condenável ignorar isso.

Tradução: Lana Lim

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Luta de poderes: Grande Mídia versus Chavez

Jornais de diversos países (sapo.pt, AFP, EFE, Reuters, etc) colocaram seus olhos, novamente, para a Venezuela, em especial, ao seu governo.

Hugo Chávez, numa conduta ditatorial, aos olhos de Estados democraticamente organizados e de direito privado e político, fechou seis emissora de TV. Segundo o sítio russo PAVDA (http://port.pravda.ru/news/mundo/24-01-2010/28751-venezuela_tv-0) dentre elas está a a Rádio Caracas Televisión Internacional (RCTV). O motivo foi por que estas emissoras não respeitaram um decreto de Hugo Chávez no qual eram obrigadas a trasnmitirem seu discurso (socialista).

Cabe ressaltar que a política chavista em relação às emissoras de TV do país se resume e uma frase:  não critiquem o governo que está tudo bem.

Analisando a palavra crítica, ela tem os seguintes sentidos na língua portuguesa:

1 Apreciação minuciosa. 2 Apreciação desfavorável. 3 Censura, maledicência. 4 Discussão para elucidar fatos e textos. 5 Exame do valor dos documentos. 6 Arte ou faculdade de julgar o mérito das obras científicas, literárias e artísticas. 7 Juízo fundamentado acerca de obra científica, literária ou artística. 8 Filos Parte da Filosofia que estuda os critérios. 9 Conjunto dos críticos; sua opinião.

Assim , quando a (grande) midia crítica, ela está buscando erros e mostrando ao público, as vezes com intersses políticos, as vezes não...  A História já nos revelou essas façanhas (diretas já, ditarura brasileira, etc). esta grande mídia sempre percorreu os mares da sociedade conforme sua opinião, interesse... Isto é verdade e nínguém desmente. No entanto, cabe ao usuário desta informação (receptor) verificar o nível de subjetividade levada pela difusora da mesma, sendo que haverá fatos in natura, ao mesmo tempo que haverá fatos deturpados. Aí entra o papel da EDUCAÇÃO, na formação de pessoas críticas que saibam analisar fatos, citados ora por estadistas ora pela grande mídia.

A democratização da opinião própria, dos programas de TV e do direito de se defender naquele país vizinho do Brasil foi simplesmente "esquecido", ignorado. Ao mesmo tempo que foi um banho de água fria para a grande mídia latino-americana.

E suma, o Governo venezuelano deveria levar as críticas das emissoras de TV como críticas construtivistas, mas como é mais "fácil" fechá-las, esta última ação foi escolhida. É verdade,também, que tem emissoras de TV que mostram um lado da moeda... blá blá blá. Como telespectadores desta crise de poderes (pois nós brasileiros não moradores da "Árabia Latina", não sabemos na pele as consequências dos problemas de lá) esperamos que ações governamentais de lá não sejam espelhadas aqui nas terra tupiniquim - e que nosso passado de censura (estatal ou da mídia) não retorne jamais.

Até!!!

25/01/2010 - Parar de comer carne pode salvar o planeta? - The NY News Service

Outra reportagem de cunho reflexivo em relação ao consumo desenfreado. Foco da mídia: a carne.
leia e tenha suas conclusões:

James Kanter


Em Bruxelas (Bélgica)

Herald Tribune
 
Os representantes que chegavam aos portões da conferência sobre o clima em Copenhague, no mês passado, eram recebidos por mulheres vestidas como animais peludos segurando placas mostrando imagens de carneiros, vacas e porcos e alertando: "Não me coma".
 
 
 
O beatle Paul McCartney é um dos entraram na briga para reduzir o consumo de carne.
 
As mulheres eram representantes de Ching Hai, a líder de um grupo que defende a adoção de preceitos budistas, incluindo seguir uma dieta vegetariana.




Enquanto faziam fila por horas sob condições congelantes, muitos dos delegados pareciam gratos pelos lanches bem embalados ¬- sanduíches sem carne - que as mulheres distribuíam de graça.



Os seguidores de Ching Hai dizem que uma das metas principais dela é combater desastres ambientais, e seus representantes em Copenhague pareciam ávidos em divulgar a mensagem de que o metano, expelido em grandes quantidades por vacas e outros rebanhos criados pelas indústrias de carne e laticínios, está entre os mais potentes gases do efeito estufa.



Mas as virtudes do vegetarianismo como parte do combate à mudança climática estão longe de ser uma questão apenas para aqueles com inclinação espiritual.



Muito antes do encontro de cúpula em Copenhague, o aumento da demanda por carne e laticínios, particularmente entre a crescente classe média de países como China e Índia, com economias em rápido desenvolvimento, fez com que os elos entre a mudança climática e a política alimentícia se transformassem em um elemento importante no debate em torno do que fazer a respeito do aumento dos níveis dos gases do efeito estufa.



O assunto pareceu ganhar força nas semanas que antecederam a conferência em Copenhague, com figuras proeminentes dos mundos da ciência e do entretenimento entrando na briga.



Falando no Parlamento Europeu no início de dezembro, o ex-Beatle Paul McCartney disse que há uma necessidade urgente de fazer algo a respeito da produção de carne, não apenas por causa de seus efeitos sobre o clima, mas também por causa de questões relacionadas, como desmatamento e segurança das reservas de água.

McCartney, que há muito defende o vegetarianismo, pediu aos legisladores europeus que apoiem políticas que encorajem os cidadãos a evitarem de comer carne pelo menos um dia por semana, algo que poderia virar tão comum como reciclagem ou carros que rodam com tecnologia híbrida.




Funcionários públicos na cidade belga de Ghent e crianças em idade escolar de Baltimore já realizam o dia sem comer carne uma vez por semana, ele disse.



McCartney estava acompanhado no Parlamento por Rajendra Pachauri, o presidente do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática e ganhador do Prêmio Nobel da Paz de 2007, que é a principal entidade da ONU que estuda o clima.



A conscientização pública dos problemas associados à carne é baixa, e as autoridades poderiam considerar impor uma sobretaxa sobre a carne bovina para desencorajar o consumo, disse Pachauri em comentários divulgados pela agência de notícias France-Presse.



Os produtores de carne imediatamente rotularam os comentários como um ataque à indústria e críticas vieram até de lugares tão distantes quanto a Nova Zelândia.



"Cortar a carne por um dia pode parecer uma solução simples, mas há pouca evidência mostrando qualquer benefício", disse Rod Slater, o presidente-executivo da Beef and Lamb New Zealand, para a associação de imprensa do país.



"Sugerir que a carne não é verde é uma difamação emotiva contra uma indústria que continua investindo em pesquisa, lutando por maiores melhorias", acrescentou Slater, que disse que as pessoas que vivem na Nova Zelândia obtêm suas necessidades nutricionais diárias e grande parte de suas proteínas, zinco e vitamina B12, da carne bovina e de carneiro.



De fato, como várias outras áreas de pesquisa na ciência climática, a intensidade dos gases do efeito estufa na produção de carne é contestada.



Quando um estudo na edição de novembro-dezembro da revista "World Watch" alegou que mais da metade dos gases produzidos pelo homem e que aquecem o planeta eram causados pela indústria da carne, um grupo de pesquisa do setor rebateu que um estudo da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) já tinha mostrado que o número relevante era mais próximo de 18%.




O estudo publicado na "World Watch" fracassou em "realçar os contrafatuais - como, por exemplo, seria um mundo sem rebanhos domesticados", escreveu Carlos Sere, diretor-geral do Instituto de Pesquisa Internacional de Rebanhos, em Nairóbi, na "Green Inc." em novembro.



"Os herbíveros selvagens e cupins não poderiam tomar muitos desses ambientes, produzindo no final tantos gases do efeito estufa quanto os ruminantes domesticados?", perguntou Sere. "Nós francamente não sabemos ainda."



Certamente a questão pode ter muito mais nuances do que alguns comentaristas sugerem.



Por exemplo: gado alimentado no pasto pode ter uma pegada de carbono muito menor do que aquele alimentado com ração em confinamento, porque os animais em pastos exigem menos insumos baseados em combustíveis fósseis como fertilizantes e porque eles ajudam o solo a sequestrar carbono.



Esforços renovados estão em andamento para se chegar ao fundo do assunto.



No início deste mês, a Organização Mundial para a Saúde Animal disse que estudaria o efeito da produção de carne sobre a mudança climática, diante dos pedidos de seus países membros.



"É uma questão que precisa ser estudada com bastante isenção", disse Bernard Vallat, o diretor-geral da organização, em uma coletiva de imprensa segundo a agência de notícias Reuters. "Nós queremos dar uma contribuição modesta e independente", ele disse.



Vallet disse que uma das questões mais espinhosas é como envolver a agropecuária nos esforços para reduzir os gases, mantendo ao mesmo tempo a segurança alimentar.



Sere, do instituto de pesquisa dos rebanhos, reconheceu a necessidade do desenvolvimento de uma forma de produção de rebanhos entre a pecuária industrial e familiar, que eliminaria a pobreza sem esgotar os recursos naturais ou prejudicar o clima.

Ele disse que os ambientalistas devem ter em mente que "a maior preocupação de muitos especialistas em relação aos rebanhos nos países em desenvolvimento não é seu impacto sobre a mudança climática, mas, sim, o impacto da mudança climática sobre a produção dos rebanhos".




Os "ambientes tropicais mais quentes e mais extremos que estão sendo previstos não ameaçam apenas até um bilhão de meios de vida baseados na pecuária, mas também o suprimento de leite, carne e ovos para as comunidades famintas que mais necessitam desses alimentos", ele disse.



Tradução: George El Khouri Andolfato

Crise mundial: as garantias de direitos sociais e o capitalismo - Le Mond Diplomatique, maio de 2009

Abaixo está uma reportagem do jornal francês Le Mond Diplomatique. Serve para uma reflexão sobre o capitalismo (selvagem) que muitas empresas  - nacionais ou estrangeiras - criam ao longo da história deste país.


Nos últimos meses, grandes custos sociais arcados pelos trabalhadores, alvos de demissões em massa e da flexibilização dos direitos trabalhistas, são justificados para sanar a perda de lucro e do poder concorrencial de empresas. É justo a sociedade pagar a conta para salvar o sistema?


Jorge Luiz Souto Maior


Muito se tem dito sobre a crise econômica e suas possíveis repercussões na realidade social brasileira. À esta altura, uma abordagem crítica mais contundente é necessária por causa da constatação de que muitos se valem da crise como mero argumento para continuar jogando o jogo da vantagem a qualquer custo, desvinculando-se de qualquer projeto de sociedade mais democrática.



Para iniciar essa análise, devemos lembrar que a crise é nossa velha conhecida. Ela esteve presente em quase todos os momentos de nossa história. Em termos de relações de trabalho, o argumento da “crise econômica”, como forma de justificar uma reiterada reivindicação de redução das garantias jurídicas de natureza social (direitos trabalhistas e previdenciários), acompanha o debate trabalhista desde sempre. Se alguém disser que “agora, no entanto, é pra valer”, deve assumir que antes era tudo uma grande mentira... E, se assim for dito, que força moral se terá para fazer acreditar no argumento da crise atual?


Não se pode olvidar também que, mesmo quando o Brasil vivenciou, de 1964 a 1973, o que se convencionou chamar de “milagre brasileiro”, o crescimento econômico foi obtido às custas do empobrecimento da maioria da população, já que uma de suas características era a concentração de renda. Em 1970, os 50% mais pobres da população ficavam com apenas 13,1% da renda total e os mais ricos (1% da população) embolsavam 17,8%” [1].



No começo da presente crise pouco se falou na relevância da diminuição do valor do trabalho. A partir de outubro de 2008, iniciou-se um movimento organizado para requerer uma flexibilização das leis trabalhistas do país como forma de combater a crise financeira. Empresas começaram a anunciar dispensas coletivas de trabalhadores, criando um clima de pânico para, em seguida, pressionar sindicatos a cederem quanto às suas reivindicações e buscar junto ao governo a concessão de benefícios fiscais.


Entre janeiro de 2008 e janeiro de 2009, as vendas do varejo nacional acumularam alta de 8,7%.

Essa corrida que passa por cima dos direitos trabalhistas é totalmente injustificável por, pelo menos, três motivos.



Primeiro, porque o custo do trabalho não está na origem da crise econômica como atestam as últimas análises. Nada autoriza a dizer que a sua redução seja fator determinante para que a crise seja suplantada.


Segundo, porque já se pode verificar o quanto se apresentou precipitada e oportunista tal atitude. Em fevereiro de 2009, um aumento do nível de emprego formal foi registrado sobretudo nos setores de serviços, construção civil, agricultura e administração pública [2]. A própria Companhia Vale do Rio Doce iniciou esse movimento irresponsável, quando anunciou dispensas coletivas de trabalhadores. No entanto, no quarto trimestre de 2008 obteve um lucro líquido de R$10,449 bilhões, que representa um aumento de 136,8% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando o lucro líquido foi de R$ 4,411 bilhões. A Bovespa, em março, acusou alta de 11% [3]. Em maio, já apresenta alta acumulada de 36,87% desde o início de 2009 [4]. A venda de automóveis, em razão da redução do IPI, sofreu um aumento de 11% [5]. As vendas do comércio varejista subiram 1,4% em janeiro com relação a dezembro do ano passado, segundo noticiou o IBGE. Entre janeiro de 2008 e janeiro de 2009, as vendas do varejo nacional acumularam alta de 8,7%. A Embraer dispensou 4,2 mil empregados. Ela é investigada pelo Ministério do Trabalho acusada de ter fornecido bônus de R$50 milhões a 12 diretores e de ter efetuado a contratação de 200 empregados terceirizados. Os fatos são negados pela empresa. O incontestável é que ela encerrou o primeiro trimestre de 2009 com lucro líquido de R$ 38,3 milhões e receita líquida de R$ 2,667 bilhões [6].


A forma oportunista como algumas empresas se posicionam diante da crise atual, desconsiderando o interesse de toda a comunidade, deve ser questionada

Em terceiro lugar, mesmo que a crise fosse o que se apresentava, é grave a ausência de uma compreensão histórica revelada pelo desprezo aos direitos trabalhistas. Ora, os argumentos de dificuldade econômica das empresas foram uma constante no período de formação da Revolução Industrial e se reproduziram por mais de cem anos até que, em 1914, sem qualquer possibilidade concreta de elaboração de um novo arranjo social, o mundo capitalista entrou em colapso.



À época, eram feitas alegações de que as empresas seriam obrigadas a fechar se fossem obrigadas a dar aumento de salário ou estabelecer melhores condições aos trabalhadores e de que seria melhor um trabalho qualquer a nenhum. Dizia-se ainda que seria preciso primeiro propiciar o sucesso econômico das empresas de forma sólida para somente depois pensar em uma possível e progressiva distribuição da riqueza produzida e que a livre iniciativa não poderia ser obstada pela interferência do Estado. Acreditava-se também que era mais saudável para as crianças de cinco a dez anos se dedicarem à disciplina do trabalho durante oito ou mais horas por dia do que ficarem nas ruas desocupadas.


Ao final da Primeira Guerra Mundial, em 1919, com a criação da Organização Internacional do Trabalho (OIT), reconheceu-se que “havendo condições de trabalho que impliquem para um grande número de pessoas a injustiça, a miséria e privações, gera um tal descontentamento que a paz e harmonia universal são postas em perigo...” [7]. A organização ainda enfatiza que “uma paz universal e durável só pode ser fundada sobre a base da justiça social”.


A forma oportunista como algumas empresas se posicionam diante da crise atual, desconsiderando o interesse de toda a comunidade, acuando sindicatos a fim de auferir a redução de direitos trabalhistas e pressionando o Estado para recebimento de incentivos fiscais, deve ser questionada, porque abala consideravelmente a crença na formação de uma sociedade capitalista desenvolvida a partir de um pacto de solidariedade.


Ora, muitas empresas “modernas” falam de sua responsabilidade social, do seu dever de cuidar do meio ambiente, de ajudar pobres e necessitados, mas quando se veem diante de uma possível redução de seus lucros, não têm o menor escrúpulo de defender abertamente o seu direito de conduzir trabalhadores ao desemprego sem lhes apresentar uma justifica plausível.


Num contexto internacional, cumpre denunciar a postura de algumas multinacionais que pregam aos países “periféricos” um código de conduta, baseado na precarização das condições de trabalho para favorecer a manutenção dos ganhos que direcionam para o financiamento dos custos sociais em seus países de origem. Esse mecanismo é fator decisivo para eliminar qualquer espírito de solidariedade proletária em nível internacional.



O debate deve extrapolar o conflito entre trabalhadores e empresa e atingir o espectro mais amplo do arranjo socioeconômico.

É hora de tirar as máscaras, de se apresentarem os fatos como eles são, pois, do contrário, continuaremos sendo ludibriados por debates propositalmente pautados fora da discussão necessária, que nos leva à seguinte questão: O capitalismo tem jeito? Se a crise é do modelo capitalista não se pode deixá-lo fora da discussão.


O capitalismo se baseia na concorrência. Se o primeiro é desregrado, consequentemente, o segundo não encontra limites. A obtenção de lucro impulsiona a ação na busca de um lucro sempre maior. Os investimentos especulativos, por trazerem lucros fáceis, são naturalmente insaciáveis.

Em um mundo marcado pelo avanço tecnológico, as repercussões especulativas e os lucros pela produção se concretizam muito rapidamente. Não há tempo para reflexão e, até mesmo, para elaborar projetos a longo prazo. Assim, os riscos são potencializados e a sociedade tende ao colapso sobretudo pela perda de valores éticos e morais, afinal, não é só de sucesso econômico que se move a humanidade. É conveniente registrar que só a satisfação espiritual não basta, pois sem justiça social não há sociedade democrática.



Estas são reflexões necessárias para o presente momento. Não é mais possível apenas tentar salvar os ganhos dos trabalhadores diante das investidas de alguns segmentos empresariais. O debate deve extrapolar o conflito entre trabalhadores e empresa e atingir o espectro mais amplo do arranjo socioeconômico. Neste prisma, se os preceitos do Direito Social são entendidos como empecilhos ao desenvolvimento econômico por gerarem um custo que obsta a necessária inserção na concorrência internacional, a questão não se resolve simplesmente acatando a redução das garantias sociais.


Diante de uma constatação dessa ordem, então, será preciso reconhecer a inutilidade do Direito Social para a concretização da tarefa a que se propôs realizar, isto é, a de humanizar o capitalismo e de permitir que se produza justiça social dentro desse modelo de sociedade. Em seguida, será necessário assumir a inevitabilidade do caráter autodestrutivo do capitalismo, inviável como projeto de sociedade, uma vez que a desregulação pura e simples do mercado já deu mostras de ser incapaz de desenvolver a sociedade em bases sustentáveis. A prova disso é a própria crise econômica, realidade já vivenciada em outros países.



Duas são as alternativas que se apresentam para o momento e que devem ser tomadas com urgência:



a) ou fazer valer de forma eficaz, irredutível e inderrogável os direitos sociais, preservando a dignidade humana e, ao mesmo tempo, mantendo a esperança da efetivação de um capitalismo socialmente responsável. Isso exige uma série de medidas:


Os trabalhadores não devem pagar a conta em tempos de crise;



Uma “ética nos negócios” deve ser implantada, baseada no respeito à dignidade da pessoa humana, na democratização da empresa (permitindo co-gestão por parte dos trabalhadores, além de participação popular e institucional) e em uma distribuição real de lucros e na formulação de projetos a longo prazo;


Não aceitação da terceirização de trabalhadores, que transforma pessoas em coisas de comércio;



Não transformar homens em Pessoas Jurídicas para se servir de seus serviços pessoais de forma não-eventual;



Não se valer de cooperativas, de contratos de estágio e de outras formas de trabalho com o objetivo de fraudar a aplicação da legislação trabalhista;


Não impulsionar um sistema cruel de rotatividade da mão-de-obra;



Não assediar moralmente os trabalhadores sobretudo mediante a ameaça do desemprego;


Não utilizar mecanismos de subcontratação, transferindo para empresas descapitalizadas parte de sua produção, pois isso abala a efetividade dos direitos dos trabalhadores;


Não institucionalizar um sistema de banco de horas com o único propósito de prorrogar a obrigação quanto ao efetivo pago às horas extras com o adicional constitucionalmente previsto;

Não deixar de cumprir obrigações legalmente previstas, com a intenção de forjar acordos perante a Justiça do Trabalho com quitação de todos os direitos. Neste item, cabe mencionar o registro da CTPS (Carteira de Trabalho e Previdência Social) do trabalhador, a dinâmica de horas extras e o seu pagamento, a preocupação com o desenvolvimento sustentável etc


Nesta primeira alternativa, que considera a viabilidade do capitalismo, a solução dos problemas da crise não se resume à cômoda aceitação da intervenção do Estado na lógica de mercado. É preciso que o sentido ético se insira na ordem produtiva. Por exemplo, não servem as iniciativas de incentivo à produção ou à construção civil, se os produtos e obras se realizarem por intermédio de mecanismos de supressão dos direitos dos trabalhadores. Além de isso significar um desrespeito à ordem jurídica, representa também uma forma de agressão ao ser humano, quebrando toda possibilidade de pacto social. Para implementação desse projeto, já inscrito na Constituição brasileira, exercem papel decisivo a parcela consciente do empresariado nacional, além do Estado e do mercado consumidor por meio de uma atitude à base de sanções e prêmios.


b) ou iniciar a elaboração de um projeto de outro modelo de sociedade a partir dos postulados socialistas de divisão igualitária dos bens de produção e da riqueza auferida. Afinal, se dentro da lógica capitalista não for viável concretizar os preceitos supra, relativos aos direitos humanos inderrogáveis e previstos em declarações, tratados internacionais e em nossa própria Constituição, por que continuar seguindo esse modelo que reduz as garantias sociais, aprofundando as desigualdades e o retrocesso no nível da condição humana?

domingo, 24 de janeiro de 2010

Hadzas

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Hadzas
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Que formação, heim?

Segundo a reportagem de Fábio Takahashi na Folha de SP do dia 23 de janeiro, http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u683664.shtml , 40% dos professores que realizaram o processo seletivo para trabalharem temporareamente em 2010 nas escolas estaduais reprovaram, não conseguiram acertar metade das 80 questões a eles apresentadas.

Aí vem a questão: que formação, heim? O indivíduo fica quatro anos num faculdade estudando e não acertar metade das questões de sua área e da área da educação.. complicado. Isso de deve a quê? Cursos superiores inadequados? Uma prova de seleção de nível "elevado"? Professor não atualizado? Blá, blá, blá...

Um dos problemas é que a falta de profissionais na área é um atrativo para muitos que almejam ganhar algum dim dim... Ou seja, há professores que foram a faculdade, mas não cursarm... Não abriram se queer um livro acadêmico (aqui na Grande Florianópolis isto é comum), estão na internet somente em sítios de relacionamento, de mensagens instantâneas, isto pra não falar coisa pior... Na realidade, não deveriam se chamar professor!

Para os interessados em saber sobre a prova de seleção do Estado de São Paulo aqui estão os sítios para maior ciências dos fatos:

http://www.vunesp.com.br/concursos/seed0902/12_PEBII-Geografia.pdf

http://www.vunesp.com.br/concursos/seed0902/gabaritos_20_12_2009_anal_rec.pdf

http://www.vunesp.com.br/index.php?p=Y29uY3Vyc29zL2NvbmN1cnNvLnBocD9pZF9jb25jdXJzbz03MTkmY29kaWdvPXNlZWQwOTAyJmFubz0mY29uY3Vyc289U2Vjci4lMjBkYSUyMEVkdWNhJUU3JUUzby1TUCUyMC0lMjBQcm9jZXNzbyUyMFNlbGV0aXZvJTIwU2ltcGxpZmljYWRvJTIwcGFyYSUyMERvY2VudGVzJTIw&pagina=Secr.%20da%20Educa%C3%A7%C3%A3o-SP%20-%20Processo%20Seletivo%20Simplificado%20para%20Docentes%20&level=3&linkcrumb=index.php?p=Y29uY3Vyc29zL2NvbmN1cnNvLnBocD9pZF9jb25jdXJzbz03MTkmY29kaWdvPXNlZWQwOTAyJmFubz0mY29uY3Vyc289U2Vjci4lMjBkYSUyMEVkdWNhJUU3JUUzby1TUCUyMC0lMjBQcm9jZXNzbyUyMFNlbGV0aXZvJTIwU2ltcGxpZmljYWRvJTIwcGFyYSUyMERvY2VudGVzJTIw&PHPSESSID=bmb3kqqc8tsbhano3r9hjh3pc7

sábado, 23 de janeiro de 2010

Infográficos do terremoto do Haiti

Infográfico da AFP sobre o terremoto no Haiti publicado pela UOL.

http://noticias.uol.com.br/ultnot/infografico/afp/2010/01/13/ult4535u421.jhtm

Indústria da música alega que 95% dos downloads são ilegais enquanto cai venda de CDs - Financial Times (23/01/2010)

Salamander Davoudi


Um quarto de toda a receita da indústria fonográfica vem dos canais digitais, mas compartilhamento de arquivos online continua a minar a indústria fonográfica global, com as vendas de música física ou digital caindo no ano passado.



A Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI), uma entidade setorial, estima que 95% dos downloads de música em todo o mundo são ilegais.



A IFPI disse que as vendas de música física, como CDs, caíram 16%, para US$ 11,6 bilhões. O crescimento das vendas digitais desacelerou para 12%, chegando a US$ 4,2 bilhões.



As gravadoras têm lutado para compensar o declínio acentuado na venda de CDs ao longo dos últimos 10 anos. O crescimento digital está desacelerando, apesar dos novos serviços online legais como o Spotify e do número crescente de países adotando legislação para proteção do direito autoral.



A taxa de crescimento digital caiu de 25% em 2008 para 12% no ano passado, deixando as vendas de música em geral em queda pelo 10º ano consecutivo.



John Kennedy, presidente executivo da IFPI, disse: "Seria ótimo poder relatar que essas inovações foram recompensadas com crescimento do mercado, mais investimento em artistas, mais empregos. Infelizmente, este não é o caso".



"A pirataria digital continua sendo uma enorme barreira para o crescimento do mercado."



As vendas globais da indústria fonográfica -tanto física quanto digital- caíram 30% ao longo dos últimos cinco anos apesar do crescimento de 940% nas vendas digitais, segundo a IFPI.



A IFPI disse que países como a Suécia, Taiwan e Coreia do Sul conseguiram certo sucesso após introduzir uma legislação de direitos autorais, com aumento nas vendas de CDs.



A Espanha foi apontada e descrita como correndo o risco de se transformar em um "deserto cultural", em parte pela "apatia tolerada pelo Estado" em relação ao compartilhamento de arquivos.



"A Espanha tem o pior problema de pirataria dentre todos os grandes mercados da Europa. Em 2009, nenhum novo artista espanhol figurava nos 50 álbuns mais vendidos, em comparação a 10 em 2003", disse Kennedy.



Tradução: George El Khouri Andolfato

Publique suas fotos via Panoramio

Muitas pessoas batem aquelas fotos panorâmicas e depois se perguntam: por que tirei esta fotografia? Para aqueles que não conseguiam ver um função para estas imagens da paisagem terrestre agora podem publicá-las através do sítio http://www.panoramio.com/, isto com a maior facilidade.

Quem acessa o sítio acima fará um login e colocará suas fotografias sobre imagens de satélite no ponto da superficie terrestre onde estas imagens foram registradas, do modo que as mesmas estarão, assim, georreferenciadas. As fotografias que o usuário publica neste sítio são visualizdas por todos aqueles que aproximam uma determinada áreas, aumentando sua escala cartográfica.

Por exemplo, uma fotografia retirada de minha cidade natal, Santo Amaro da Imperatriz (SC): http://www.panoramio.com/photo/24655479 se encontra na representação do local onde a câmera fotográfica se encontrada em uso.

E o que tem mais de interessante em publicar fotografias no Panoramio?

Muitos sítios mundo a fora podem utilizar sua imagem e colocar seu nome como o autor da foto. Vejamos um exemplo da foto visializadas no lik acima que foi publicado na França: http://fr.eureka-reservation.com/bresil/photos_santo-amaro-da-imperatriz/.

Cabe ressaltar os vários elogios que o usuário recebe por postar no Panoramio imagens de paisagens sem igual significado cultural, ecológico e/ou artístico.

Att.

Infográfico sobre a ajuda no Haiti

Neste infográfico da AFP publicado na UOL pode-se visualizar como ocorre a ajuda internacional no país mais pobre das Américas.

http://noticias.uol.com.br/ultnot/infografico/afp/2010/01/14/ult4535u427.jhtm

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